Capa do livro Em Paz à Mesa, de Mariovaldo Carrilho — sobre comer emocional e relação com a comida

Em Paz à Mesa

Uma relação equilibrada com a comida — domar o comer emocional

eBook Kindle Mariovaldo Carrilho · 2026 Disponível no Kindle Unlimited

Recomeçar na segunda faz parte do mesmo ciclo que a quinta

Segunda começa firme. Lista pronta, geladeira organizada, regra clara. Na quinta você está com a mão no pote, comendo em pé na cozinha, prometendo que a próxima segunda vai ser diferente. E a culpa ocupa todo o espaço entre uma coisa e outra.

A comida saiu do lugar de comida. Virou nota: alimento certo e alimento errado, dia bem-sucedido e dia perdido, você disciplinado e você fracassado. Um prato passou a dizer algo sobre o seu valor, o que é peso demais para um prato carregar.

O controle rígido e o descontrole são o mesmo ciclo. Quanto mais fechada a regra, maior a pressão acumulada e mais violenta a saída dela. Por isso a próxima dieta tende ao mesmo desfecho da anterior, com esforço maior e resultado menor.

A fome que aparece à noite, depois de um dia pesado, quase nunca começa no estômago. Vem do cansaço, da ansiedade, do tédio, da conversa que não aconteceu. Comer resolve por um instante e devolve o problema acrescido de culpa. Distinguir uma fome da outra é o que abre alternativa real.

Em Paz à Mesa propõe sair do cabo de guerra: comer com atenção ao que está no prato, reconhecer a saciedade, tirar o alimento do tribunal moral. O alvo é o dia em que você come, para de comer e não pensa mais no assunto até a próxima refeição.


Você vai se identificar se...

Você recomeça toda segunda-feira
A regra dura até a metade da semana. Depois vem a culpa e o próximo recomeço.
Você come escondido
O que você come na frente dos outros e o que você come sozinho são coisas diferentes.
Comida virou assunto que ocupa o dia inteiro
Planejar, resistir, ceder, calcular. Você quer parar de pensar nisso, não achar mais uma dieta.
Você divide os alimentos entre proibidos e permitidos
A lista existe há muito tempo e continua produzindo os mesmos episódios de descontrole.

Do cabo de guerra com o prato à refeição sem julgamento

1
Por que a regra rígida prepara o descontrole que vem logo depois
2
Como distinguir a fome que vem do corpo da que vem do cansaço ou da ansiedade
3
O que responder ao comer emocional quando comer não era a necessidade
4
Como desmontar a divisão entre comida do bem e comida do mal
5
O que é alimentação consciente na prática, dentro de uma rotina comum
6
Como levar comida de verdade para a mesa da família sem transformá-la em regra

Enquanto o prato disser se você foi bem ou mal no dia, comer segue sendo julgamento. A paz à mesa começa quando a comida volta a ser apenas comida.

O que os leitores perguntam sobre este livro

É um livro de dieta ou plano alimentar?
Não há cardápio, contagem nem lista de proibições. O assunto é a relação com a comida: o que dispara o descontrole, o que sustenta o ciclo e o que muda quando o alimento sai do julgamento moral.
Vou emagrecer lendo isso?
O foco está na relação, e peso não é tratado como resultado prometido. Quando o ciclo de restrição e compensação para, a alimentação tende a se estabilizar; o que acontece com o corpo depende de fatores que um livro não controla.
Comer com atenção resolve compulsão alimentar?
A atenção ajuda a perceber o que está acontecendo. Episódios frequentes de compulsão pedem acompanhamento profissional, e a leitura funciona ao lado dele, sem ocupar o lugar dele.
Serve para quem cozinha para a família?
Serve. Há atenção ao que acontece quando o adulto vive em guerra com o próprio prato e as crianças assistem. Regra rígida em casa costuma ensinar o mesmo ciclo à geração seguinte.
Já tentei dieta, aplicativo e força de vontade. Por que isso seria diferente?
A diferença está no alvo. Dieta e aplicativo agem sobre o comportamento visível; aqui o trabalho começa no que dispara o comportamento. É por isso que a leitura convive bem com acompanhamento, em vez de competir com ele.

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Sobre o Autor
Mariovaldo Carrilho

Mariovaldo Carrilho escreve sobre ansiedade e saúde emocional, vida profissional, método de estudo, idiomas, vendas e comunicação.

Seus livros partem de uma situação concreta — travar ao falar, o inglês que não avança, a distração no trabalho — e tratam do mecanismo por trás dela.

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