Crie conteúdo que para o scroll — marketing na contramão
Você seguiu o manual. Horário recomendado, formato do momento, frase de abertura testada por outra pessoa. O post saiu igual a outros iguais, publicados no mesmo dia, para as mesmas pessoas. Concordar com o consenso do nicho não produz rejeição. Produz indiferença, que é bem mais difícil de resolver.
Um feed cheio de acordo cria uma média. Quem escreve dentro dela entrega ao leitor exatamente o que ele já pensava, e conteúdo confirmatório não interrompe o polegar. O que interrompe é uma afirmação que contraria algo que a pessoa aceitava sem nunca ter examinado.
Contrariar por contrariar é truque curto. Vá na Contramão exige que a posição venha de algum lugar: um erro que custou caro, um padrão observado nos seus próprios clientes, uma prática do setor que não sobrevive a uma pergunta direta. Sem essa origem, a discordância vira barulho e o autor precisa aumentar o volume no post seguinte.
O ângulo contraintuitivo funciona como filtro. Parte das pessoas para de acompanhar você, e essa é a parte útil do efeito: quem fica chegou pelo que você defende, e não pelo alcance de uma publicação específica. Isso muda a conversa de venda depois, porque o cliente já sabe onde você está.
Existe diferença entre romper o consenso técnico do seu mercado e atacar a identidade de quem lê. A primeira coisa constrói autoridade. A segunda constrói uma audiência que veio pela briga e vai embora na próxima. O livro trabalha essa fronteira em cada exemplo, no perfil pessoal e no conteúdo dirigido a empresas.
A audiência que chega pelo alcance vai embora com ele. A que chega por uma posição fica enquanto você sustentar a posição, e sai no dia em que você começar a concordar com todo mundo.
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