Anderson Chipak Fale comigo →
Design e materiais

Padrão visual das peças

As regras fixas que fazem a peça comunicar antes de agradar, escritas uma vez para valer em tudo que sair depois com o seu nome.

Padrão visual das peças, da família design e materiais: As regras fixas que fazem a peça comunicar antes de agradar, escritas uma vez para valer em tudo que sair depo

Peça bonita e peça que comunica são coisas diferentes, e a primeira é muito mais fácil de aprovar numa reunião.

Esta frente escreve as regras que separam as duas. Não é manual de marca com dezenas de páginas: é um punhado de decisões fixas que qualquer pessoa consegue aplicar e conferir.

Os dois erros opostos, que aconteceram comigo

Publiquei uma peça com o título “O que fica parado não aparece em planilha nenhuma”.

Ninguém sabia se aquilo falava de estoque, de financeiro ou de obra. Saiu bonita e não comunicou nada.

Pouco depois, outra peça errou pelo motivo oposto: ficou tão específica que deixou de fora todo mundo que não vive aquela situação exata.

Das duas nasceram duas regras fixas. Peça que aparece sozinha no feed recebe cena concreta, nunca conceito solto. E nada que só parte do público faça: no gancho, nunca nomear a profissão nem o verbo dela, porque “você atende” exclui engenheiro e “você faz o seu trabalho” não exclui ninguém.

Frase de efeito não comunica sozinha. Se o leitor precisa adivinhar do que se trata, ele não adivinha, ele rola a tela.

A regra do aparelho onde a peça é vista

A segunda família de regras vem de outro erro. Uma peça com oito elementos legendados num grid parecia rica na tela grande. No celular, cada elemento virava uma mancha cinza. E, ocupado com os oito detalhes minúsculos, quem montou errou o título, escrevendo uma palavra errada em letras enormes.

Um erro gigante, perdido por excesso de detalhe pequeno. A conferência automática dava tudo verde, porque media presença de critério e não legibilidade.

Daí saiu o limite: no máximo quatro elementos, um deles ocupando metade do quadro, e contagem vira tipografia grande em vez de miniatura.

O que entra e o que não entra

Entra

  • Definição de um formato único para a produção em lote
  • Regras de quantidade de elementos e hierarquia de tamanho
  • Regra de gancho, para não excluir parte do público
  • Cores, fontes e espaçamento fixados, com os arquivos
  • Regra de conferência no aparelho onde a peça é vista
  • Lista do que é sempre conferido antes de publicar
  • Exemplos aplicados, de peça certa e de peça errada

Não entra

  • Criação de logotipo ou identidade de marca completa
  • Produção das peças, que é outra frente
  • Fotografia original
  • Vídeo e suas regras próprias
  • Promessa de alcance ou de engajamento

Por que regra fixa em vez de bom gosto

Bom gosto não escala e não se confere. Duas pessoas olhando a mesma peça discordam sobre se ela está boa, e nenhuma das duas consegue explicar como a próxima deve sair.

Regra fixa resolve isso: ela é aplicável por quem não desenhou nada antes, e é conferível por qualquer pessoa. “Está bonito” não passa no teste. “Tem no máximo quatro elementos e um deles ocupa metade do quadro” passa.

É a mesma lógica da conferência: uma instrução só serve se duas pessoas diferentes chegarem ao mesmo resultado sem precisar concordar sobre gosto.

Como o trabalho acontece

  1. Olhar o que já saiuAs peças que você já publicou, e as que funcionaram. As regras saem do que já existe, não de um manual genérico.
  2. Escrever poucas regrasPoucas mesmo. Documento de trinta regras não é seguido nem por quem escreveu.
  3. Aplicar em exemplosPeças reais montadas com a regra, e peças antigas mostrando onde elas falhavam.
  4. Prova no aparelho certoNo celular, em tamanho real de feed. Aprovar em tela grande é como o erro do título gigante aconteceu.
  5. Lista de conferênciaCurta, para antes de publicar. Incluindo ler o que está escrito dentro da imagem, palavra por palavra.

O que depende de você

Sem isto, a frente trava

  1. Dizer para quem a peça fala, com precisão
  2. Aprovar as regras, porque elas vão reger tudo depois
  3. Os arquivos do seu logotipo, se existirem
  4. Se a sua profissão tem conselho, a leitura do que a peça pode afirmar

O primeiro item decide a regra de gancho. Se o público é de uma profissão só, dá para nomear. Se é mais amplo, nomear exclui, e exclui em silêncio.

Quando eu não recomendo

Não contrate isto agora se

  • Você produz pouquíssimas peças. Com poucas, decidir caso a caso funciona.
  • Você quer identidade de marca completa. Isso é outra coisa, maior, e não é esta frente.
  • Ninguém vai seguir as regras depois. Regra que não é aplicada é documento, não padrão.
  • Você espera aumento de alcance. Regra faz a peça comunicar; quanta gente vê depende de outra coisa.

Perguntas que aparecem sempre

Isso não deixa tudo igual? Deixa reconhecível, que é diferente. O que varia é o assunto e a cena; o que se repete é a estrutura, e é ela que faz a pessoa saber que aquilo é seu antes de ler o nome.

Quantas regras são? Poucas. Se não couber numa página, ninguém vai usar.

Serve para quem não é designer? É justamente para isso. As regras existem para que a peça saia certa sem depender de quem a montou ter olho.

E se eu quiser fugir da regra numa peça específica? Pode, e vale registrar por que fugiu. Exceção registrada é exceção; exceção repetida sem registro vira o novo padrão sem ninguém decidir.

Na mesma frente

O que costuma vir junto

Quem executa isso

Padrão visual das peças não se contrata avulso aqui.

Este serviço existe dentro da gestão de operação digital da ALC: uma frente por ciclo, escopo registrado na abertura do mês e prestação de contas no fechamento. A relação com o seu cliente continua sendo sua.