Follow-up automático
As mensagens que saem quando alguém pediu orçamento e sumiu, com intervalo definido, texto aprovado e, principalmente, uma hora combinada para parar.
Quase toda venda perdida foi perdida no silêncio, não no não. A pessoa pediu orçamento, achou interessante, e a vida dela seguiu.
Follow-up é a frente com a melhor relação entre esforço e retorno, e é também a que mais vira incômodo quando ninguém definiu onde ela termina.
O que este serviço resolve
Quem vende sozinho não esquece de propósito. Esquece porque o dia entrou na frente. Alguém pediu orçamento na terça, o dia virou, entrou atendimento, e aquela conversa nunca mais foi retomada.
Automatizar aqui não é insistir mais. É garantir que a retomada aconteça, no intervalo certo, mesmo no dia em que você não tem cabeça para lembrar dela.
O que entra e o que não entra
Entra
- Separação por situação: pediu orçamento, começou e parou, sumiu, ou é cliente antigo
- Sequência de mensagens para cada situação, escrita por você
- Intervalo entre uma mensagem e a seguinte
- Critério de parada, escrito
- Parada imediata quando a pessoa responde
- Saída fácil para quem pedir para não receber mais
- Registro do que foi enviado, para ninguém receber duas vezes
Não entra
- Sequência sem fim, que só para quando a pessoa bloqueia
- Mensagem com urgência inventada ou desconto que não existe
- Envio para quem nunca falou com você
- Cobrança de dívida, que é outra conversa e tem regra própria
- Promessa de taxa de recuperação
O critério de parada, que é a parte que ninguém escreve
Toda sequência que eu monto tem um fim declarado antes de ligar. Não é detalhe de configuração, é a diferença entre lembrar e perseguir.
O padrão que eu uso é conservador: poucas mensagens, com intervalos crescentes, e a última dizendo abertamente que é a última. Depois disso a pessoa sai da sequência e só volta se ela mesma voltar a falar.
Existe uma razão prática além da educação. Quem recebe mensagem demais não responde “pare”, ele bloqueia ou denuncia. E denúncia acumulada não afeta uma conversa, afeta o seu número inteiro, incluindo as conversas com quem queria falar com você.
Um limite que eu aprendi errando em casa
Numa conta minha de rede profissional, cheguei a 989 convites pendentes, 790 deles com mais de trinta dias, e os mais antigos com noventa. No mesmo período foram 199 envios em sete dias, contra um teto recomendado de cerca de cem por semana.
Nada tinha dado erro. Nenhum aviso apareceu. O acúmulo foi silencioso, e só ficou visível quando alguém foi contar. É exatamente assim que sequência automática vira problema: ela não avisa que passou do ponto.
Como o trabalho acontece
- Separar as situaçõesQuem pediu orçamento e sumiu não recebe a mesma coisa que quem nunca respondeu a primeira mensagem. Tratar os dois igual estraga o texto para os dois.
- Escrever as sequênciasCurtas, com assunto de verdade em cada mensagem. Mensagem que só diz "passando para saber se você viu" gasta uma chance sem dizer nada.
- Definir intervalo e paradaEscrito, antes de ligar. Sequência sem parada é a única que eu me recuso a montar.
- Teste com dado obviamente falsoNunca com telefone de conhecido. Um dígito errado manda a sequência inteira para quem nunca pediu nada, com o seu nome.
- Piloto antes do loteEntra com um grupo pequeno, confere-se o que saiu e o que voltou, e só então cobre o resto.
O que depende de você
Sem isto, a frente trava
- Aprovar o texto de cada mensagem da sequência
- Decidir o intervalo e onde a sequência para
- Responder quem responder, rápido, porque a sequência para nessa hora
- Dizer quais contatos podem entrar, e de onde eles vieram
O terceiro item é o que decide se vale. A sequência existe para gerar resposta. Resposta que fica sem retorno por dois dias desfaz o trabalho inteiro e ainda queima o contato.
Quando eu não recomendo
Não contrate isto agora se
- Você não tem de onde tirar os contatos, ou eles não falaram com você antes. Follow-up é para quem já teve conversa.
- Ninguém vai responder rápido quem voltar. Aí a sequência só produz irritação organizada.
- Você quer sequência longa e insistente. Não monto, e digo o motivo: o custo cai sobre o seu número, não sobre a campanha.
- Seu conselho profissional restringe abordagem ativa. A norma entra antes, e pode ser que a frente inteira não caiba.
Perguntas que aparecem sempre
Quantas mensagens são? Poucas, com intervalo crescente, e a última avisando que é a última. O número exato sai da sua área e do seu ciclo de decisão.
E se a pessoa responder no meio? A sequência para na hora. Isso não é ajuste opcional, é como ela é montada.
Posso usar para cobrar? Cobrança tem regra própria e horário próprio, e eu não trato cobrança como follow-up de venda. Se for o caso, conversamos separado.
Isso não incomoda? Incomoda se for muito, vago e sem saída. Por isso as três coisas que eu fixo são: pouco, com assunto, e com fim.