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Marketing Digital

Como transformar um site de conteúdo em uma máquina de tráfego, autoridade e vendas

Em 2012 um blog novo gerou R$ 451,60 em 45 dias com 35 conteúdos bem ligados. O método continua de pé, só que mais estruturado: objetivo, página de oferta, conteúdo de apoio e linkagem planejada.

Anderson Chipak Por Anderson Chipak
· 25 min de leitura
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Assinatura de Anderson Chipak
Capa do artigo “Como transformar um site de conteúdo em uma máquina de tráfego, autoridade e vendas”, com o título sobre fundo escuro e grafismo geométrico

Em 2012 eu escrevi um artigo que acabou ficando bastante conhecido na internet. Ele foi publicado na Escola Dinheiro, projeto criado por Paulo Faustino, que depois também seria cofundador do Afiliados Brasil. O título era “Como ganhar R$451,60 no Hotmart com um blog novo em 45 dias”.1

Pode parecer pouco olhando para os números de hoje. Mas o ponto nunca foi o valor.

O ponto era provar que dava para criar um site do zero, sem audiência, sem marca conhecida, sem milhares de seguidores, e fazer esse site gerar dinheiro com uma estrutura relativamente simples de conteúdo, SEO, páginas de conversão e links internos.

Registrei um domínio novo, criei pouco mais de 35 conteúdos, trabalhei a estrutura de SEO e, em 45 dias, o projeto tinha gerado R$ 451,60. O artigo mostrava as capturas do Google Analytics e das vendas daquele período.1

R$ 451,60
gerados por um domínio novo em 45 dias, com pouco mais de 35 conteúdos, no experimento publicado em 2012

Muita coisa mudou de lá para cá. O Google mudou. A forma como as pessoas pesquisam mudou. Os sites mudaram. Surgiram redes sociais novas, inteligência artificial, buscas conversacionais, sistemas de recomendação e uma quantidade absurda de conteúdo publicada todos os dias.

Mas sabe o que é curioso? A estrutura central daquele artigo continua fazendo sentido. Se eu tivesse que reconstruir o método hoje, faria algo muito parecido. Só que muito mais estruturado, e sem limitar a ideia a Hotmart, a programas de afiliados ou sequer a blogs.

O que vem a seguir serve para praticamente qualquer pessoa que tenha um site de conteúdo e queira transformar tráfego em algum resultado:

  • venda de produto próprio;
  • venda de serviço;
  • geração de leads;
  • programa de afiliados;
  • software ou assinatura;
  • consultoria;
  • e-commerce;
  • infoproduto ou curso;
  • pedido de orçamento;
  • captação de pacientes;
  • ou qualquer outra conversão que faça sentido para o negócio.

A plataforma é praticamente irrelevante. O princípio é o que importa.

O maior erro de quem cria conteúdo

Antes de entrar na estrutura, precisamos resolver uma coisa. A maioria das pessoas pensa assim: “vou criar conteúdo, conseguir tráfego e depois vejo como ganhar dinheiro”.

Esse é provavelmente um dos maiores erros de um projeto de conteúdo, porque o site começa a crescer sem direção. A pessoa escreve “10 dicas para isso”. Depois “7 formas de fazer aquilo”. Depois um texto sobre outro assunto. Depois outro. Passam seis meses, o Google começa a mandar algumas visitas, e então surge a pergunta: “tá, e agora, como eu ganho dinheiro com isso?”

Percebe o problema? Você construiu o caminho antes de decidir onde queria chegar.

Eu prefiro trabalhar exatamente ao contrário, respondendo quatro perguntas nesta ordem:

  1. O que eu quero que o visitante faça?
  2. Qual página vai fazer essa conversão acontecer?
  3. Que tipo de pessoa teria interesse nessa página?
  4. O que essa pessoa pesquisaria antes de chegar até ela?

Só então começamos a produzir conteúdo.

A ordem certa de construçãoFluxo em 5 etapas: Objetivo; Oferta; Página de conversão; Conteúdos; Tráfego1Objetivoo que o visitante deve fazer no fim2Ofertao que você entrega em troca3Página de conversãoonde a decisão acontece4Conteúdosas perguntas que levam até ela5Tráfegoas portas de entrada para os conteúdos

Você não precisa necessariamente vender um produto

No artigo original eu trabalhava principalmente com produtos digitais de terceiros. Hoje eu generalizaria completamente essa ideia. Quando eu usar a palavra produto neste texto, entenda como qualquer coisa para a qual você queira direcionar uma pessoa.

O que “produto” significa em cada negócio
NegócioProduto, neste método
Clínicaconsulta
Empresa de softwaredemonstração ou assinatura
Consultoriareunião comercial
E-commerceproduto físico
Afiliadooferta de terceiro
Escola ou criador de cursocurso
Negócio que vende leadsformulário ou cadastro

Não fique preso à palavra. Estamos falando de destino comercial.

Destino comercial
A ação concreta que, para o negócio, transforma uma visita em resultado: uma compra, uma consulta marcada, um orçamento pedido, um cadastro, uma demonstração agendada. Todo o site é organizado para levar pessoas até ela.

1º passo: escolha um mercado amplo o suficiente

Essa parte do método de 2012 continua praticamente intacta. Você precisa de um assunto amplo o suficiente para permitir vários caminhos de monetização, mas específico o suficiente para que o site tenha coerência.

Três mercados e os caminhos que cabem dentro de cada um
MercadoCaminhos possíveis
Corridatênis, relógios esportivos, planilhas de treino, suplementação, assessoria esportiva
Marketing digitalSEO, tráfego pago, automação, CRM, inteligência artificial
Segurança da informaçãoconsultoria, cursos, auditoria, ferramentas, certificações

Perceba que tudo continua dentro de um universo coerente. Esse é o ponto. Você não quer um site que hoje fala de cachorro, amanhã de imposto de renda e depois de instalação de ar-condicionado. Tecnicamente até pode conseguir visitas, mas construir relevância, navegação, autoridade temática e conversão fica muito mais difícil.

2º passo: escolha de três a cinco objetivos comerciais

No artigo original eu recomendava cinco produtos. Continuo gostando desse número como exercício inicial, mas agora prefiro chamar de objetivos comerciais.

Vamos imaginar que seu site tenha cinco: Produto 1, Produto 2, Produto 3, Produto 4 e Produto 5. Cada um representa uma solução diferente dentro do mesmo universo.

Agora vem a primeira parte realmente importante. Você não vai sair espalhando links desses produtos pelo site. Vamos criar uma página intermediária para cada um deles.

Diagrama da estrutura básica: cinco produtos, cada um ligado por uma seta à sua própria página de oferta, todos apoiados na base “Seu site”
Estrutura 1. Cinco produtos, cinco páginas de oferta, uma base comum.

A estrutura é simples: página de oferta, depois produto. Cinco produtos, cinco páginas, e acabou.

Neste momento o site ainda não precisa ter centenas de conteúdos. Você está construindo primeiro o esqueleto comercial.

3º passo: crie uma página de oferta para cada objetivo

Aqui existe uma diferença importante em relação ao que eu fazia em 2012. Na época eu usava muito o conceito de landing page. Hoje prefiro pensar em página de intenção comercial, porque essa página não precisa parecer uma página tradicional de vendas. Ela pode ser:

  • uma análise;
  • uma comparação;
  • uma página de serviço;
  • um guia de contratação;
  • uma página de categoria;
  • uma página de solução;
  • uma página de “melhores opções”;
  • uma página de produto;
  • uma página de orçamento.

O importante é que ela faça a ponte entre a informação que trouxe a pessoa até você e a ação comercial que queremos que ela realize.

Página de intenção comercial
Página que responde dúvidas reais de quem está perto de decidir, e por isso pode aparecer no Google, mas que termina colocando a pessoa diante da próxima decisão lógica: contratar, comprar, agendar, pedir orçamento.
Exemplos de página de oferta
ProdutoPágina de oferta
Assessoria esportivaAssessoria de corrida: como funciona, quanto custa e quando vale a pena contratar
Software de CRMCRM para pequenas empresas: como escolher e quais recursos realmente importam
Curso de ExcelCurso de Excel: o que aprender antes de escolher uma formação

Repare que cada uma dessas páginas pode perfeitamente aparecer no Google. Ela pode informar, comparar e responder dúvidas. Mas também conduz naturalmente para uma contratação.

4º passo: agora criamos páginas de suporte

Aqui começa a máquina. Uma página comercial sozinha dificilmente atende todas as pesquisas de um assunto.

Imagine alguém procurando uma assessoria de corrida. Antes de contratar, essa pessoa pode pesquisar “como começar a correr?”, depois “quanto correr por semana?”, depois “como baixar meu pace?”, e só então “vale a pena contratar uma assessoria de corrida?”. Todas essas pesquisas pertencem ao mesmo universo, e é aqui que entram as páginas de suporte.

No artigo original eu recomendava quatro artigos para cada produto. Quatro continua sendo um bom ponto de partida. Então teríamos 5 páginas comerciais e 20 páginas de suporte.

Diagrama da estrutura com páginas de suporte: cinco colunas, cada uma com um produto no topo, a página de oferta abaixo e quatro páginas de suporte empilhadas apontando para ela
Estrutura 2. Cada produto ganha um pequeno núcleo de conteúdo.

Cada conjunto começa a funcionar como um pequeno núcleo de conteúdo, o que se costuma chamar de cluster.

Cluster de conteúdo
Conjunto de páginas sobre o mesmo problema, ligadas entre si e a uma página central. No método deste artigo, a página central é a página de oferta, e as demais são as perguntas que alguém faz antes de chegar a ela.

Esse é um dos princípios mais importantes deste artigo:

A diferença parece pequena, mas é enorme. Se você transforma todo conteúdo em propaganda, o site fica ruim. Se transforma tudo numa enciclopédia que nunca leva a lugar nenhum, o negócio fica ruim. Precisamos das duas coisas: utilidade e direção.

Seu conteúdo precisa ser realmente bom

Em 2012 eu dizia que não era preciso escrever textos gigantes. Continuo concordando. O problema é interpretar isso como “então posso produzir qualquer coisa”. Não.

Quantidade de palavras nunca foi sinônimo de qualidade. Um conteúdo de 700 palavras pode resolver completamente uma dúvida. Outro pode precisar de 4.000. A pergunta certa não é “quantas palavras esse artigo precisa ter?”. É esta:

O que eu observaria hoje em cada página

  • intenção da busca
  • clareza
  • profundidade suficiente
  • exemplos
  • experiência real, quando houver
  • fontes confiáveis
  • imagens úteis
  • tabelas, quando fizerem sentido
  • demonstrações e comparações
  • atualização
  • autoria e referências

Não é para encher linguiça. É para entregar algo que justifique a existência daquela página. Se você quer ver como isso se aplica a um site já publicado, é o que fazemos na auditoria de conteúdo publicado.

Inteligência artificial mudou tudo, e ao mesmo tempo não mudou nada

Hoje dá para pesquisar assuntos, estruturar pautas, comparar documentos, organizar palavras-chave e produzir rascunhos numa velocidade inimaginável quando escrevi o artigo original. Isso é fantástico. Mas existe um problema: todo mundo também pode fazer isso.

Publicar cinquenta textos genéricos feitos por IA não é vantagem competitiva. A ferramenta deve permitir que você produza melhor, não apenas mais.

Onde a IA ajuda, e o que só você coloca
A IA ajuda aSó você coloca
encontrar lacunas e analisar concorrentessua experiência
estruturar perguntas e organizar entidadesseus dados
preparar tabelas e revisar textosseus exemplos e suas imagens
melhorar explicaçõessua opinião técnica
identificar conteúdos relacionados e oportunidades de linksuas demonstrações e seus testes
atualizar páginas antigassuas fontes

Esse é o diferencial.

5º passo: faça a linkagem interna de maneira planejada

Essa era provavelmente a parte mais interessante do artigo de 2012, e continua sendo. Um dos erros mais comuns é tratar cada página como uma ilha: publica, acabou, parte para a próxima. Não. As páginas precisam conversar.

Imagine a Página 1, “Como começar a correr”. Dentro dela há uma seção sobre condicionamento, que aponta para a Página 2, “Como melhorar o fôlego”. Mais adiante aparece uma parte sobre distância, que aponta para a Página 3, “Como correr 5 km”. Em algum momento surge naturalmente a necessidade de orientação profissional, e aí apontamos para a página de oferta, “Assessoria de corrida”.

Diagrama da linkagem interna planejada: em cada coluna, a Página 1 tem quatro seções, e cada seção liga para as Páginas 2, 3 e 4 do mesmo cluster, enquanto a Página 1 aponta para a página de oferta e esta para o produto
Estrutura 3. As seções de uma página distribuem o leitor pelo cluster.

Isso cria uma rede. Uma pessoa pode entrar pelo Google na Página 3, ir para a Página 1, depois para a Página 2, e então chegar à página comercial.

Um caminho real dentro do clusterFluxo em 4 etapas: Entrada pela Página 3; Página 1; Página 2; Página de oferta1Entrada pela Página 3Como correr 5 km, vinda do Google2Página 1Como começar a correr, pelo link do primeiro parágrafo3Página 2Como melhorar o fôlego, pela seção de condicionamento4Página de ofertaAssessoria de corrida, quando surge a necessidade de acompanhamento

Não existe mais “um artigo, uma venda”. Existe um ecossistema de páginas que leva a uma decisão. Isso é muito mais próximo do comportamento real das pessoas.

Você já deve ter visto páginas cheias de links artificiais, algo como “caso queira saber mais, veja também nosso artigo sobre…”, dez vezes. Isso não é estratégia. É preenchimento.

O melhor link interno costuma surgir quando o conteúdo gera naturalmente uma próxima pergunta. Imagine este trecho: “um iniciante não deveria necessariamente correr todos os dias, porque a adaptação cardiovascular e a musculoesquelética acontecem em ritmos diferentes”. Nesse momento a pessoa pensa: “então quantas vezes devo correr?”. Existe uma página sobre isso? Ótimo. Link.

Sua página comercial também precisa fazer parte da navegação

Não esconda a página que gera dinheiro. Muita gente escreve vinte artigos excelentes e deixa o serviço praticamente invisível. Isso não faz sentido. Se você tem uma solução relevante para aquele problema, apresente.

Não precisa escrever “COMPRE AGORA!!!”. Pode simplesmente dizer: “se você prefere fazer esse processo com acompanhamento, veja como funciona nossa assessoria”. Natural, contextual e comercial.

6º passo: expanda somente os clusters que fazem sentido

Depois de quatro conteúdos por cluster, você provavelmente vai enxergar novas oportunidades: Página 5, Página 6, Página 7, Página 8, e assim por diante.

Diagrama da escala do sistema: cinco clusters completos, cada um com produto, página de oferta, Página 1 com quatro seções e as Páginas 2 a 8 ligadas a ela
Estrutura 4. O mesmo esqueleto, agora com oito páginas por cluster.

Agora começamos a construir algo realmente poderoso. Não temos um site com quarenta artigos. Temos cinco ecossistemas comerciais, e cada um possui:

  • uma intenção;
  • uma oferta;
  • uma página central;
  • conteúdos relacionados;
  • links internos;
  • várias portas de entrada.

Isso é completamente diferente.

O Google não precisa mandar o usuário para sua página comercial

Esse conceito é importantíssimo. Muita gente tenta posicionar diretamente “consultoria de segurança Curitiba” ou “melhor software CRM”. Claro que seria ótimo. Mas não precisamos depender disso.

Da dúvida à contratação, sem passar pela busca comercialFluxo em 4 etapas: Como criar uma matriz de riscos?; Como classificar riscos?; Modelo de matriz de riscos; Consultoria de gestão de riscos1Como criar uma matriz de riscos?a pergunta que trouxe a pessoa2Como classificar riscos?a dúvida seguinte3Modelo de matriz de riscoso material que ela quer usar4Consultoria de gestão de riscoso destino comercial

O conteúdo informacional funciona como porta de entrada. A página comercial funciona como destino. Esse é o sistema.

E não pense somente no Google

Essa é outra grande diferença entre 2012 e agora. Naquela época, aquisição orgânica era praticamente sinônimo de Google. Hoje uma página pode ser encontrada por:

  • Google e Bing;
  • mecanismos de busca baseados em IA;
  • redes sociais e YouTube;
  • newsletters;
  • Reddit e fóruns;
  • sistemas de recomendação;
  • links de outros sites;
  • buscas dentro de plataformas.

A estrutura que estamos criando não deveria existir para um buscador. Ela precisa funcionar para pessoas. Se alguém entra numa página por uma indicação no WhatsApp, a estrutura continua funcionando. Se vem de uma IA, continua. Se vem do Google, continua. O princípio não depende da origem. Depende da navegação.

Como escolher os assuntos certos

Aqui entra uma parte que hoje considero ainda mais importante: não procure somente palavras-chave. Procure problemas.

Suponha que você venda software de gestão financeira. Em vez de perguntar “quais palavras-chave têm volume?”, pergunte: “quais problemas uma empresa enfrenta antes de perceber que precisa de um software financeiro?”.

Problemas que viram entradas para um software financeiro

  • fluxo de caixa
  • contas atrasadas
  • conciliação bancária
  • cobrança e inadimplência
  • controle de despesas
  • previsão financeira
  • DRE
  • fechamento mensal

Pronto. Você acabou de encontrar dezenas de possíveis entradas para o cluster. Palavras-chave vêm depois.

Pense em intenção, não somente em volume

Uma busca com 10.000 pesquisas mensais pode não valer nada para você. Outra com 100 pode trazer vários clientes. Por quê? Intenção. Compare “o que é CRM” com “CRM para escritório de advocacia”. A primeira tem muito mais volume. A segunda está muito mais perto da compra.

Volume e proximidade da compraMatriz Proximidade da compra por Volume de busca. id: Só se completar o cluster; ii: Porta de entrada; sd: Base do cluster; si: Ouro raroOuro rarobusca grande e perto da decisão, disputadapor todo mundoBase do clusterbusca pequena e perto da decisão, como “CRMpara escritório de advocacia”Porta de entradabusca grande e longe da decisão, como “o queé CRM”Só se completar o clusterbusca pequena e longe da decisãoProximidade da compra →Volume de busca →

Por isso um bom site precisa ter conteúdo em diferentes níveis.

Os quatro níveis de conteúdo
NívelEm que momento a pessoa estáExemplos
Descobertaainda está aprendendoO que é CRM? O que é ISO 42001? Como funciona energia solar?
Problemajá percebeu uma dificuldadeComo organizar leads de vendas? Como criar uma política de inteligência artificial? Como reduzir minha conta de energia?
Comparaçãocomeçou a avaliar soluçõesCRM gratuito ou pago? ISO 42001 ou ISO 27001? Energia solar vale a pena?
Comercialestá perto da decisãoMelhor CRM para pequenas empresas. Consultoria ISO 42001. Empresa de energia solar em Curitiba.
Do primeiro contato à decisãoCamadas, do topo para a base: Comercial; Comparação; Problema; DescobertaComerciala pessoa decideComparaçãoa pessoa avalia caminhosProblemaa pessoa reconhece a própria dificuldadeDescobertaa pessoa aprende o que é

Quando essas páginas estão conectadas, o usuário avança naturalmente de um nível para o outro.

Você não precisa ser famoso para criar conteúdo útil

No artigo de 2012 eu escrevi algo que precisa ser atualizado: que você não precisava ser referência no assunto. A essência continua verdadeira. Você não precisa de 100 mil seguidores, não precisa aparecer na televisão, não precisa ser celebridade.

Mas hoje eu acrescentaria uma condição importante: você precisa merecer confiança. Isso significa não fingir experiência que não tem.

Como merecer confiança sem ser famoso

  • Se pesquisou, mostre as fontes.
  • Se testou, mostre o teste.
  • Se tem experiência, demonstre.
  • Se alguém tecnicamente qualificado revisou, informe.
  • Se são dados da sua empresa, diga de onde vieram.

Use imagens como conteúdo, não como decoração

Outra evolução importante. Eu não colocaria imagem numa página só para “quebrar o texto”. A imagem precisa fazer alguma coisa: explicar, comparar, demonstrar, resumir, provar ou contextualizar.

Os diagramas deste artigo são um exemplo. Seria muito mais difícil explicar toda essa estrutura só com palavras. O fluxo inteiro, numa linha só, fica assim:

Visão consolidada do caminhoFluxo em 5 etapas: Pesquisa; Página de conteúdo; Conteúdos relacionados; Página de oferta; Produto ou solução1Pesquisaa pergunta que a pessoa digita, fala ou recebe por indicação2Página de conteúdoa resposta que a trouxe até o site3Conteúdos relacionadosas próximas dúvidas, ligadas no ponto certo4Página de ofertaa ponte entre informação e decisão5Produto ou soluçãoo destino comercial

Quando a imagem ajuda o leitor a entender uma ideia mais rápido, ela tem função. Quando é só uma pessoa sorrindo para um notebook, provavelmente não tem.

Atualize o que funciona em vez de criar conteúdo eternamente

Esse é um ponto que eu não enfatizava o suficiente em 2012. Depois que o site tem dezenas ou centenas de páginas, talvez a melhor estratégia não seja continuar criando novas, e sim atualizar as que já mostraram potencial.

Imagine uma página na posição 12 do Google. Ela recebe impressões, quase ninguém clica. Provavelmente é muito mais interessante melhorá-la do que criar a Página 93 do site.

Como melhorar uma página que já tem potencial

  • atualizar informações
  • aprofundar alguma seção
  • melhorar o título
  • responder dúvidas novas
  • adicionar imagens úteis
  • melhorar os links internos
  • adicionar dados
  • remover trechos inúteis
  • incluir uma comparação

Sites são organismos, não arquivos mortos.

Meça o caminho inteiro

Outra coisa que hoje dá para fazer muito melhor. Não acompanhe só “quantas visitas recebi?”. Acompanhe o caminho:

As perguntas que a medição precisa responder

  • Quais páginas atraem visitantes?
  • Quais enviam usuários para páginas comerciais?
  • Quais páginas comerciais convertem?
  • Quais clusters geram negócio?
  • Quais conteúdos recebem tráfego e não geram nenhuma ação?

Pode acontecer de um artigo gerar 20.000 acessos e nenhum cliente, enquanto outro recebe 800 e gera quinze oportunidades comerciais.

Tráfego não é resultado
PáginaAcessosOportunidades comerciais
Artigo A20.0000
Artigo B80015

Qual é melhor? Depende do seu objetivo. É por isso que tráfego sozinho engana bastante.

O modelo completo

Se eu tivesse que resumir este artigo numa única estrutura, seria esta:

O modelo, da base ao topoCamadas, do topo para a base: Produto, serviço ou conversão; Página comercial; Conteúdos; Clusters; Problemas; MercadoProduto, serviço ou conversãoo destinoPágina comercialonde a decisão aconteceConteúdosas perguntas de cada clusterClustersum núcleo por objetivo comercialProblemaso que as pessoas enfrentam dentro deleMercadoo universo coerente do site

Mas existe também movimento lateral. Os conteúdos se conectam. As perguntas se conectam. As soluções se conectam. Várias páginas informacionais interligadas dentro de cada cluster, cada cluster convergindo para uma página de oferta, e cada página de oferta para uma solução. É exatamente o que a Estrutura 4, mais acima, mostra em escala. Agora temos um sistema de verdade.

Quatro exemplos completos

A arquitetura é a mesma em qualquer negócio. Muda o produto, muda o vocabulário, não muda o princípio.

Agora imagine fazer isso com cinco soluções diferentes. Você deixou de ter um site com artigos. Passou a ter uma infraestrutura de aquisição.

E sim, o método original continua funcionando perfeitamente para afiliados. A diferença é que hoje você pode usar qualquer programa: uma grande plataforma, uma loja, uma empresa de software ou uma parceria direta. A estratégia não depende do intermediário.

Em profissão regulada, o conselho também tem regra sobre o que a página comercial pode dizer. É o assunto de o que todo conselho profissional proíbe.

Os quatro exemplos lado a lado
NegócioDestino comercialPágina centralExemplo de porta de entrada
Consultoria ISO 42001reunião comercialConsultoria ISO 42001O que é ISO 42001?
Afiliado de fotografiavenda do cursoCurso de fotografia para iniciantesO que é ISO na fotografia?
Advocacia empresarialcontrataçãoAdvogado para contratos empresariaisMulta contratual pode ser abusiva?
Academia localaula experimentalKrav Maga em CuritibaKrav Maga é indicado para iniciantes?

Mudou o negócio. Não mudou o princípio.

Então, quantas páginas devo criar?

Não existe número mágico. Mas, para quem está começando, eu ainda gosto muito da simplicidade do método antigo: de 3 a 5 objetivos comerciais, uma página comercial para cada um, e quatro bons conteúdos de apoio por objetivo.

Ponto de partida com cinco clustersPáginas comerciais: 5; Conteúdos de apoio: 20; Total conectado: 25Páginas comerciais5Conteúdos de apoio20Total conectado25

Depois, observe os dados. Não saia criando 500 páginas de uma vez. Descubra qual cluster começa a receber tráfego e qual começa a gerar negócio. Então expanda esse.

Antes de expandir um cluster

  • Ele já recebe tráfego?
  • Ele já leva gente até a página comercial?
  • A página comercial dele já converteu alguma vez?
  • As próximas dúvidas do leitor já estão mapeadas?

O segredo não está nos 25 conteúdos

Está na estrutura. Você poderia produzir 100 artigos aleatórios, ou 25 extremamente conectados. Eu escolheria a segunda opção, porque cada página nova fortalece um conjunto que já existe. Esse é o verdadeiro efeito composto do conteúdo.

O efeito compostoFluxo em 5 etapas: Página 1; Página 2; Página 3; Página comercial; Conteúdos novos1Página 1fortalece a Página 22Página 2fortalece a Página 33Página 3ajuda a página comercial4Página comercialtransforma tráfego em resultado5Conteúdos novosampliam o número de entradas

Se você quer esse trabalho feito com método, sem virar uma pilha de textos soltos, é exatamente o que entregamos em artigos para o site.

O clássico de 2012, reconstruído

Quando escrevi aquele artigo, o objetivo era simples: testar se alguém conseguiria criar um projeto do zero e ganhar dinheiro usando conteúdo e SEO. Funcionou. Em 45 dias o site novo recebeu milhares de visitas e gerou as primeiras vendas.1

Olhando para trás, a parte mais importante daquele experimento não foi o Hotmart. Nem os R$ 451,60. Nem os 45 dias. Foi a arquitetura. Eu estava basicamente dizendo: escolha onde quer chegar e construa conteúdo que leve as pessoas até lá.

2012 e hoje
Em 2012Hoje
landing pagepágina de intenção comercial
produto de afiliadoqualquer destino comercial
escrever para ganhar dinheiroresolver o problema e construir o site para gerar negócio
Google como canalGoogle, IA, redes, newsletters, fóruns, indicação
publicar maisatualizar o que já mostrou potencial
contar visitasmedir o caminho até a conversão

Hoje temos ferramentas infinitamente melhores: Search Console, ferramentas de palavra-chave muito mais sofisticadas, analytics melhores, mapas de calor, automação, inteligência artificial, ferramentas que analisam milhares de consultas em segundos.

Mas continuamos precisando responder a mesma pergunta de 2012:

Se você não sabe responder, provavelmente tem conteúdo, mas ainda não tem uma estratégia. Se sabe, cada página deixa de ser só um texto publicado na internet e passa a desempenhar uma função dentro de um sistema.

E é exatamente aí que um site de conteúdo começa a deixar de ser apenas um site. Ele começa a se transformar em um ativo de negócio.

Glossário

Cluster de conteúdo
Conjunto de páginas sobre o mesmo problema, ligadas entre si e a uma página central. No método deste artigo, a página central é a página de oferta, e as demais são as perguntas que alguém faz antes de chegar a ela.
Destino comercial
A ação concreta que, para o negócio, transforma uma visita em resultado: uma compra, uma consulta marcada, um orçamento pedido, um cadastro, uma demonstração agendada. Todo o site é organizado para levar pessoas até ela.
Página de intenção comercial
Página que responde dúvidas reais de quem está perto de decidir, e por isso pode aparecer no Google, mas que termina colocando a pessoa diante da próxima decisão lógica: contratar, comprar, agendar, pedir orçamento.

Referências

  1. ↑ Anderson Chipak. Como ganhar R$451,60 no Hotmart com um blog novo em 45 dias. Escola Dinheiro. 2012. consultar Acesso em 2026-10-03.
marketing digitalSEOmarketing de conteúdolinkagem internacluster de conteúdopágina de ofertaafiliados
Anderson Chipak

Anderson Chipak

Vinte anos construindo software para sistemas que não podem errar. Hoje assume a operação digital de quem vive da própria especialidade — e escreve sobre o custo de fazer tudo sozinho.

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